Stéphane Hessel

Existem algumas pessoas que, mesmo que não saibamos, acabam por interferir diretamente em nossas vidas.

No dia 26.02.2013 faleceu Stéphane Frédéric Hessel, ou Stéphane Hessel, como ficou conhecido depois de publicar a pequena grande obra, cujo título é: Indignai-vos!

Da bibliografia de Stéphane Hessel, constante na obra, verifica-se:

Nasceu em Berlim, em 1917. Filho de pai judeu, tradutor, Franz Hessel, e de mãe pintora e escritora Helen Grund. Tinha um irmão mais velho, Ulrich. Em 1924 a família mudou-se para Paris.

Em 1937 naturalizou-se francês, e em março de 1941 juntou-se ao general De Gaulles, em Londres, para participar do movimento França Livre, ou seja, da resistência francesa.

Durante a Segunda Guerra, precisamente em 10.07.1944 foi capturado pela Gestapo, e torturado. No campo de concentração de Buchenwald, já condenado a forca, trocou de identidade com um francês que havia morrido de tifo, assumindo o nome de Michel Boitel. Foi, então, transferido para o campo de concentração de Rottleberode, e designado para o serviço de contabilidade. Fugiu. Recapturado, foi enviado ao campo de concentração de Dora, trabalhando para a companhia disciplinar. Fugui novamente, quando as tropas Aliadas se aproximavam de Dora.

Em 1946 foi aprovado em concurso público, para trabalhar como diplomata no Ministério das Relações Exteriores da França. Seu primeiro posto foi trabalhar na Organização das Nações Unidas, como secretário de gabinete de Henri Laugier, então secretário geral adjunto da ONU.

Trabalhou como um dos membros da comissão encarregada de elaborar a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que foi adotada pela ONU em 10.12.1948.

Era a última pessoa viva, que havia participado da elaboração deste que é, sem dúvida, o mais importante documento de nossos tempos, e que interferiu, e interfere, diretamente em nossas vidas, todos os dias.

A obra, Indignaivos!, é um alerta aos jovens para que atentem ao que acontece em seu redor, e também é um chamado a responsabilidade pela construção de uma sociedade justa. Deu origem ao documentário com o mesmo nome do livro.

Entre as lições e conselhos deixados, um em especial é dirigido aos jovens:

“Aos jovens eu digo: olhem à sua volta e vocês encontrarão os temas que justificam a sua indignação – o tratamento dado aos imigrantes, aos sem documentos, aos ciganos. Vocês encontrarão situações concretas que os levarão a praticar ações cidadãs fortes. Procurem, e encontrarão!”

No Brasil, razões para indignar-se não faltam. Basta olhar em volta. Indignar-se significa praticar ações concretas em busca de respeito pelos direitos humanos.

“Criar é resistir. Resistir é criar”.

Stéphane Hessel

*1917 +2013.

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