Estudar para quê?

Será que o ganho financeiro justifica, sob todos os aspectos, o tempo que se investe estudando? É possível encontrar outra motivação para continar a debruçar-se sobre livros, para continuar a resolver problemas?

Dirigindo palavras a universitários, escreveu José Saramago, em Cardenos de Lanzarote II (São Paulo: Companhia das Letras, 1999, p. 352): “Quando terminarem os estudos, entrarão num ‘sistema’ que para se manter, precisa das vossas capacidades profissionais, para isso é que estão aqui. Terminado o curso, de duas uma, ou vocês entram no ‘sistema’ para o destruir e mudar, ou será ele a destruí-los a vocês. Não se conhecem outras alternativas, salvo se quiserem chamar de alternativa a compromissos que só servirão para mascarar, aos vossos próprios olhos, a derrota.”

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